quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Divergências sobre Venezuela e Bolívia invadem a cúpula dos Brics

 A embaixada da Venezuela em Brasília se tornava palco de uma disputa pelo controle da missão diplomática: representantes do líder oposicionista venezuelano Juan Guaidó, autoproclamado presidente do país, entraram de madrugada no edifício, que continuava nas mãos de funcionários leais a Nicolás Maduro. Um lembrete de que a defesa de um ou outro lado nos conflitos regionais ameaça a relação entre alguns membros dos BRICs, principalmente entre Bolsonaro, que apoia Guaidó e a mudança na Bolívia, e Rússia e China, que apoiam Maduro e Evo Morales. O Governo brasileiro se apressou em reconhecer a senadora opositora Jeanine Áñez comolegítima presidenta interina da Bolívia na terça-feira, no lugar do exilado Morales.

Bolsonaro assina acordos com a China e Guedes fala de livre comércio

De um lado, os discursos: o presidente Jair Bolsonaro fala em aumentar as vendas de produtos brasileiros para a China, o maior parceiro comercial do Brasil enquanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que negocia um acordo de livre comércio com o gigante asiático. De outro, os resultados concretos até agora: a exportação de produtos brasileiros para os chineses caiu 9,9% neste ano em comparação com o ano passado e a importação manteve-se quase estável, com crescimento de 0,73%. Em meio a esses dois mundos, e na esteira da Cúpula dos BRICS em Brasília, as duas nações firmaram um acordo comercial. um bom passo nessa caminhada de negociações com a China, um parceiro importante para o Brasil.

Acordo de livre comércio visto com ceticismo

Enquanto Bolsonaro assinava os documentos com o colega chinês, Paulo Guedes dizia em uma palestra que os dois governos tratavam da área de livre comércio. “Estamos conversando sobre a possibilidade de criarmos o free trade área também com a China, ao mesmo tempo em que falamos de entrar na OCDE”. A fala ocorreu no seminário do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS.
O ministro se mostrou empolgado com a possibilidade, ainda que, em um primeiro momento, o mercado brasileiro seja inundado de produtos industrializados ou manufaturados chineses e que o Brasil se mantenha como fornecedor de commodities. Os dados do Ministério da Economia mostram que 72% (ou 3,7 bilhões de dólares) dos produtos brasileiros exportados para a China são compostos por soja, minérios e petróleo. Enquanto que os principais itens importados são manufaturados, aparelhos transmissores e maquinários, são 32% do que é importado, ou 10,2 bilhões de dólares.
“Não me incomodo se, em uma situação de superávit com a China, nós nos equilibrarmos ali à frente, aumentando as exportações em 50% e as importações dobrando ou mesmo triplicando. O que nós queremos é mais integração”, afirmou Paulo Guedes.
Fonte;https://brasil.elpais.com/

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