segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Roma recebe conferência internacional para promover governo de união na Líbia

Da AFP

Itália e Estados Unidos presidem neste domingo, em Roma, uma conferência internacional de um dia para tentar fazer com que as principais facções que emergem do caos líbio apliquem rapidamente um acordo negociado com dificuldade sob patrocínio da ONU.
As potências ocidentais desejam que um Governo de união tome as rédeas do país para frear o avanço do grupo Estado Islâmico (EI), além de combater as redes de traficantes que todos os meses mandam para a Itália milhares de migrantes em condições desumanas.
A reunião conta com a presença do secretário de Estado americano John Kerry e o enviado da ONU para Líbia, Martin Kobler.
Representantes de 18 países europeus e árabes estão presentes, assim como os representantes de diversas facções rivais líbias.
Depois do compromisso obtido na sexta-feira em Túnis por delegações dos dois parlamentos rivais - de Tobruk (leste), reconhecido pela comunidade internacional, e de Trípoli - de assinar na quarta-feira o acordo apoiado pela ONU, a reunião deste domingo está destinada a mostrar a solidariedade internacional para com o país.
Na quarta, representantes dos dois parlamentos líbios rivais assinarão no dia 16 de dezembro um acordo que prevê a formação de um governo de unidade nacional.
"A assinatura do acordo político será realizada em 16 de dezembro", declarou à imprensa Salah al Majzun, do parlamento de Trípoli. Um membro do arlamento rival, de Tobruk, Mohamed Shueib, confirmou a informação.
"Faço um apelo aos meus colegas a que se unam neste diálogo entre líbios, sob a égide da ONU", acrescentou o representante do Parlamento, reconhecido como autoridade pela comunidade internacional.
Shueib fez um apelo para que o restante dos parlamentares se una a este esforço.
Do lado rival, outro vice-presidente do Parlamento de Trípoli, Awad Mohamed Abdul Sadiq, tinha anunciado no domingo passado que representantes das duas facções tinham chegada a um acordo político, em outro diálogo que não contou com a participação da ONU.
Para alcançar este acordo paralelo, as duas partes tinham concordado em manter fora das negociações a ONU, que há meses tentava resolver a crise na Líbia, mas cujas ações são denunciadas uma "intromissão estrangeira" pelas facções mais extremas dos dois governos.
Desde a queda em 2011 do regime de Muanmar Kadhafi, propiciada por uma operação militar na qual participaram países como França, Estados Unidos e Grã-Bretanha, a Líbia está afundada no caos.
A comunidade internacional tenta há tempos conseguir em vão um acordo interlíbio para formar um único governo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

Coreias do Sul e do Norte mantêm diálogo de alto escalão

 Da afp As duas Coreias tiveram nesta sexta-feira uma reunião extraordinária de alto escalão, na linha do acordo de compromisso assinad...